liberdade: agosto 2010

liberdade

31.8.10

Amanhã

quem sabe abro um bocadinho a torneira da esperança, ou fecho-a de vez.

noites quentes de verão

parftilhar . reciclar

Hoje fui ao Liceu Camões, mais uma vez tratar de epopeias das filhas.
É tão bom e simples quando as pessoas que trabalham nas escolas se dão ao trabalho de pôr boas ideias em práctica.

29.8.10

Cansaço

O mais facil mas também o mais difícil para mim, é deixar-me instalar no sacrifício e deixar de sonhar.

28.8.10

Giulia Orecchia ♥

Ogn´una piu bella quell altra! É più "cresciuta", lei.
É stata mi professoreza é rimasta mia amica. Orgoglio.
Magari io c´ero li cosi, ed ero felici :)

:)

27.8.10

Hum...

ando curiosa... muita misturada, já se sabe atrai-me o olhar, também para as entrelinhas, que são as que eu mais gosto. De um outro lado, em quase tudo, e no entanto perto no essencial. A novidade é o poder de Liberdade em saborear a vida e o poder de o saber fazer.
Ai a ervilha...

Leituras de Julho

Enquanto trabalhei doze horas seguidas por dia, durante um mês e meio, aproveitei todos os bocadinhos. Muitos não estão aqui, porque não cabem nem puderam ser meus.
A biblioteca.
Sonho, destino.

Impermanencia

pegaram-lhe fogo e a artista continuou. A árvore apanhou um susto.

26.8.10

:)


Acho-lhe mais graça nua, mas gosto mais de nos saber no verão.

Amor e Seu Tempo

Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prémio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe.
valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.

Carlos Drummond de Andrade

24.8.10

Cura

(instalação ;)

Foi um ano lectivo duro e longo. De medo, responsabilidade, cansaços extremos, sustos, desgostos, partidas. E eu que percebo quem pensa na morte e ainda assim não entendo a possibilidade de com duas filhas o poder fazer. Será que é quando o desamor total? De família, de amigos, de si próprio? Pois, não sei, eu cá tenho duas filhas, e também gosto de mim. E por isso corro, corri o ano todo.
Estafei-me. Quando parei finalmente há duas semanas, nem percebi que me encarquilhava, até chegar a dor… Tendinites, cervicais, articulações, gritos de estafa.

Micro
ruptura(s)
s.f.
Ato ou efeito de romper; rompimento, interrupção.
Quebra, fractura.
Quebra de relações sociais

Hoje vou fazer um mapa no Exel e organizar a vida toda até ao último cêntimo. O mindMap já está feito, o mail e tabelas para os pais, também.

19.8.10

Já sei

18.8.10

devia-estar-aqui-um-coração-que-não-sei-fazer-ainda...

Quando tinha a idade dela, estávamos as duas sózinhas em Milão, ela tinha 6 anos :)

16.8.10

12.8.10

Depois de ontem, coragem da verdade, liberdade e chuva de estrelas


Ontem senti-me estranha, o dia também estava.
Hoje, de manhã, levei a amiga a tomar café na Rua da Liberdade com o Che Guevara. O António tinha ido lá abaixo ao pão, - deve estar a chegar... A chave do museu que pertence à associação também está lá, fechada. Vamos passear. Esta é a Casa, passeamos, vemos a igreja, Largo da Liberdade. Rua do 25 de Abril de 1974 (que esse é que é mesmo importante), ali está o museu, segundo sei é Árabe, fechado. É uma casinha branca e redonda, com uma meia-lua no "telhado" em bola. A porta fechada tem um buraquinho por onde passo a objectiva da máquina. Três imagens, o museu todo visto. - Que estranho, tem um altar, repara a amiga, - pois se é árabe?... Realmente... Voltamos para trás a olhar as plantas e o reboco das casas, de volta ao largo. Não vemos pessoas mas sentimo-las lá, numa sensação boa que nos recebe. Quero espreitar as traseiras da Casa, sei que há lá um espaço porque vi fotografado do céu. Ali está a Rua 1º de Maio, falta-me descobrir a Rua dos Capitães de Abril. De volta ao António um Sr. olha para nós e questiona-se no olhar tranquilo. O António foi lá abaixo e sim, vive-se bem aqui. Que pena aquela Casa… Ah sim, aquela e ainda aquela, são de um Sr.. muito rico que tem quase tudo aqui à volta. Emprestou a do lado para a associação mas ficou ao abandono. - A Casa, até era jeitosinha e tem um espaço para trás (eu sei) e um poço de lado. – Aqui não há drogados e isso. Eu até deixo a chave do lado de fora da porta da minha casa. – Estamos bem, quase todos reformados.
O homem continua, sereno, agora lançado adivinha-me os prazeres, quando me vê olhar os baloiços  – Mas sabe? Os filhos trabalham fora, mas nesta altura passam por cá e começam a ser pais. – Temos 4 bebés novos, e isso já não é nada mau. São três meninas e um menino, ele já nasceu elas ainda não.
Já de volta, por caminhos íngremes com a vista partilhada que reencontrei. – Olha as silvas carregadas de amoras, repara a amiga bem sentada lá no alto.
Fica marcado o encontro com o Che Guevara para um dia.
Hoje, de tarde, mais das histórias dos últimos dias, também das viagens. Solta-se na urgência de quem compreende que pode e deve, porque merece, confiar. Precisa tanto, vê-se e sente-se. Eu adoro, enchem-me as medidas, porque aprendo e vivo-as também. Sem perguntar quase nada para que o guião seja o de verdade e bom, deixo-me envolver nas imagens sentidas e saudosas, que me levam pelo mundo de gentes, sons, imagens de cores fortes e de contrastes, de cheiros, de paisagens. Ainda do tempo do carro joaninha, do Bobi que foi confundido com uma pele na fronteira de outros tempos. – Tem ali uma pele!, diz o guarda. – Sim, é uma pele mas tem um cão lá dentro! :D O restaurante de velas e violinos, que os miúdos querem, para o qual não há dinheiro mas que se não chegar, não faz mal basta regressar de férias mais cedo. Medalhões do lombo de vitela e afinal foi barato. A coragem da verdade, o amor, a Liberdade, de Sul a Norte e de lá para cá, numa inocência e vontade de conhecer, de viver. Todos juntos, porque bons. É musica, aquela das palavras ditas e sentidas assim. Num ritmo que se acelera e pára, que nos emociona e alegra. E eu pertenço porque me reconheço. Não sei porquê, mas é assim.
Acabei de ver actualizado no facebook, o estado civil da mais nova, Viúva. Tem 16 anos e não sei o que quererá isso dizer. A experiência sossega-me o instinto do receio, respeito, porque já tive presente outras duas medidas, do mesmo.
Hoje de noite, como todos os anos por esta altura, há chuva de estrelas cadentes, diz quem vê notícias. Por aqui, mesmo sabendo que existem, com a claridade não se vêem. E eu com tantos desejos para pedir. Está resolvido, quando chegar a hora peço na mesma. Pode ser que acerte em alguma. Porque eu não as vejo mas sei que existem.

1.2.3.4.5

Há tempos, atravessava o Jardim despenteado e selvagem, que gosto cada vez mais. Vejo num olhar rápido, as galinhas de um lado para o outro, sim estão ali também, na casa delas. As plantas, as que se comem ou que se hão-de comer, e as outras que estão ali porque são belas e gostam de lá viver. Olho de repente, as galinhas… todas alinhadas, arrumadinhas num poleiro, prontas para dormir! A imagem inédita ao vivo. Eu que só tinha visto tal imagem em desenhos animados, a rir a bandeiras despregadas, quase nervosa. AhAhAh! – Ó galinhas! Mas onde é que aprenderam isso? AhAhAh. A amiga ria também contente da graça que me achava a achar graça.
Ontem, o jardim, os cães, o gato, a mãe que é filha, a filha que é mãe, e eu tudo isso, sentadas a respirar o ar quente da sombra do fim do dia, também perto das galinhas… eu pelo canto do olho vigio-as. Uma a uma, lá vão saltando para o poleiro, arrumando-se para dormir. Eu, de cada vez, corro sem interferir com o silêncio, para as fotografar pelo postigo. Já ninguém me estranha, nem as galinhas, e isso é bom.

(faltam duas, uma está choca e outra com uma tala no pé partido, dormem no chão)

11.8.10

(re)Encontro

Realmente esta rua não pára de me surpreender. É verdade, estamos bem os dois. E ainda bem que não compraste a minha casa porque eu e elas não íamos aguentar.
Não me lembrava das violas, ou guitarras ou isso...
É giro ter um novo vizinho para tomar café :)

9.8.10

Ciência: Design.Universo.Filosofia



Checklist

Gosto de listas, de mapas mentais, de simplificar para controlar, organizar também para sobreviver.


Ontem vi por acaso o American Beauty. No ano em que estreou, resisti-lhe apesar da curiosidade e agora percebo porquê. Até ao ano passado não aguentaria tanta verdade.
Gostei muuuuiiiito.

8.8.10

instalações :) cá na rua


Primeiro foi a flor enorme, pintada no chão, no meio da estrada  que eu decidi que era para mim porque o pé terminava no meu carro no lugar onde costumo estacionar. Tenho pena que quase já não se veja, mas foi giro enquanto durou. Depois, à volta de um canteiro, sei lá o quê mas também giro de se ver. Está lá há um mês e ninguém tem vontade de o tirar, nem mesmo os jardineiros.

dentro da árvore

chuva quente

curioso...

6.8.10

Pedi um Buda

Apareceu-me um... "Hotei, conhecido como o "Buda gordo", é na verdade a representação de um monge chinês frequentemente encontrado em templos, restaurantes e amuletos. No folclore da China, ele acabou sendo associado a Maitreya. Para os japoneses, o "hara" (ventre) representa o coração e personalidade, portanto seu vasto "hara", representa grandiosidade de espírito.
No Ocidente ele é muitas vezes erroneamente visto como uma representação do Buda Siddhartha Gautama. Segundo a crença popular, apreciar uma pintura ou ter uma estatueta de Hotei espanta as preocupações.".
Eu a sonhar com um Buda introspectivo, calmo, tranquilo, e aparece-me um gordo obeso, dourado (pior do que este), pequeno, com a boca pintada de encarnado, a carregar o que mais parece uma arma às costas que espero que seja um cajado, porque sempre é mais budista. Quando o encontrei estive quase 20m a rir de nervos. E agora faço o quê e ponho onde um Buda gordo, pequeno, dourado, foleiro e que ao que parece custou um euro, e para mais com ar de travesti... (nada contra, só não gosto da estética).
Entretanto como acredito na ordem certa do universo, de tudo. Descobri onde pertence e adoro-o claro :)

:I

Liberdade

A diferença entre as duas está no quanto eu consegui proteger melhor a Liberdade da primeira. Ia lançada quando apareceu a segunda e correu tudo bem até ao dia em que me apanhou cansada, assustada, desarmada.

2.8.10

Olá!

:)